quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Juquinha, o tarado

Juquinha era o mais tarado da escola. Passava a mão em todas as meninas do colégio. Passava na Fernanda, Tamires, Mariana... E elas adoravam. Eram de família, claro. Juquinha era popular, desejado pelas meninas, mesmo tarado. Seus amigos andavam com ele para se sentirem populares, mas nenhuma das moças davam bola a eles, só tinham olhos (e um pouco do resto) para Juquinha, o tarado. Certo dia, o garoto passou a mão em uma garota e se apaixonou. Foi amor a primeira vista (isso é só um conto, ou seja, não existe isso na vida real)! Os dois se olharam por um instante. Os olhos dela fixados nos do tarado, e os dele fixados nos seios dela. “Que lindo”, ela pensou. “Durinhos”, ele pensou. Começaram a se conhecer, andavam de mãos dadas na escola, davam uns beijinhos aqui, outro ali, mas nada de amasso. Juquinha estava querendo “apimentar” , algo a mais, mas ela fugia dele quando ele queria abraçá-la. Mas Juquinha tinha um plano infalível. “vou apalpar aquilo que ela tem de mais precioso!” Sexta feira. Era hoje. O tarado a levou em um canto pouco visitado no colégio, o canto da pegada, como ele mesmo apelidou. Estavam nos beijinhos, carinhos, até que sem demora o rapaz atolou a mão entre as pernas da garota.

- O que é isso, Juquinha??? - A moça deu um salto pra trás.

-E...E...Eu é que pergunto... – respondeu o rapaz.

- Por que você fez isso?

- Ah... Precisava saber se você queria algo a mais... Mas fiquei com mais dúvidas...

- Quais? – a moça perguntou com um ar de quem já sabia a resposta.

- Por que a sua voz está grossa, e por qual motivo nesse mundo, você guarda seu estojo no meio das pernas????

Hoje o único lugar que Juquinha passa a mão é no corrimão da escada de sua casa.

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