quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Existe ou não?
Estava discutindo com uma amiga esses dias sobre o amor. Mais uma daquelas conversas sem fim. O tópico era: existe ou não o amor? Claro que eu estava defendendo, dizendo que existe e blá, blá, blá... E ela me contradizia alegando que amor só existia entre pais e irmãos. Enfim, não continuei a discussão pois isso é opinião de cada um e na minha, o amor existe para quem acredita nele. Eu acredito. Alguém mais?
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Melosinha
Alan não sabia que lhe esperava quando chegou ao seu trabalho na segunda ao meio dia. Era apenas um dia normal, porém com pessoas especiais. Duas. Charlene a simpática e sua amiga, linda. Tão linda que se chamava Linda. Algo em Linda hipnotizava o garoto. Os olhos? Não. Sorriso, talvez. Com certeza ela tinha um charme especial. Passavam os dias sem que Alan tomasse a iniciativa de se apresentar, já que esbarravam-se todo dia. Até que uma voz o assusta, uma voz doce, mas mesmo assim deixa-o mais pálido do que o normal. Era ela. Linda, linda.
-Alan? Você não me conhece? Ela é a Charlene e eu sou Linda.
Linda. Ele sabia que era linda.
-Ah...Er... Oi! Mas qual o seu nome, linda?
Seu rosto ficou rubro.
-Não. Me chamo Linda.
-Desculpe. Não achei que...
-Alguem teria esse nome?
-Isso..
-Ah. Normal.
Realmente o nome dizia tudo relacionado a moça. Simples e simpática, era assim que conquistou o garoto.
Os dias passavam voando. Apenas um "oi" era o suficiente para deixá-lo feliz por pelo menos duas horas.
Conversavam bastante no almoço, ele, as duas e seu amigo, Leonardo. Alan prestava atenção em cada palavra e olhares de Linda. Estava besta.
Infelizmente era o último dia delas na cidade. Não era um dia feliz. Será que iam voltar a se ver?
-O que você acha do Leo e a Charlene?- perguntou Alan.
-Ah. Num sei. Acho que rola alguma coisa, sim. Mas ela não é disso.
-Disso o que?
-De ficar só por ficar. Mas acho que ela está afim dele.
-Entendi. E você?
-Eu o que?
-Você fica, só por ficar?
Não era a intenção de Alan. Mas como poderia ser diferente, ali, na última noite?
-Também não. Mas me arrependo as vezes. - disse, baixinho, Linda.
-Entendi. Mas você acha que se o garoto agarrar, ela beija?
-Acho que sim. Acho que é o que ela espera.
-Mas pode acontecer duas coisas...
-Ou ele toma um tapa na cara, ou ela gosta.- completou, Linda.
-Exatamente!
-Mas se o Leo agarrar ela beija.
-Você estava falando deles?
Linda balançou a cabeça em um gesto afirmativo, mas não conseguiu esconder um tímido sorriso. Alan continuou enquanto caminhavam pela calçada.
-Mas as vezes o homem não sabe se ela quer por ela não dar uma entrada.
-Mas precisa?
Essa hora nenhum dos dois sabiam de quem estavam falando. Pararam em frente ao hotel. Olho no olho se observavam.
-Dê uma dica para suas amigas. - Alan se aproximou de Linda. -Se elas por acaso encontrarem um garoto assim, faça o segunte.
Linda sorria. Prestava atenção em cada gesto e palavras de Alan.
-Se ele estiver afim, ele irá ficar mais perto. -Alan deu um passo em direção a moça.
-E ela, o que tem que fazer?
-Ela pode fazer duas coisas: se não estiver afim, para não ficar chato, ela pode cruzar os braços, suspirar fundo e dizer que está com frio e que daria tudo para ficar debaixo das cobertas.
Linda cruzou os braços. Ambos sorriram. E disfarçaram.
-Mas se ela estiver afim, ela pode se espreguiçar abrindo os braços como se fosse esperar um abraço e dar um passo pra frente, perguntando se era só ela que estava com frio, completando a frase "devia ter trazido minha blusa!" ,aguardando o próximo passo do rapaz. -finalizou Alan.
Linda mantinha os braços cruzados olhando fixamente para os olhos do rapaz. Mesmo assim sorrindo.
-Você acha que ele vai entender? -disse Linda.
-Com certeza.
Alan deu um passo pra trás e abaixou a cabeça achando que ela não tinha entendido. Linda sorriu ainda mais e disse em tom de que estava se divertindo:
-Ai que friozinho bom. Você não está com frio? -falou abrindo os braços como se espreguiçasse e dando um passo pra frente.
Alan não disse nada. Olhou em seus olhos, tomou-a pela cintura e puxou o corpo de Linda para junto ao seu. Seus rostos estavam colado.
-Depois de agarrar o que ele faz?- sussurrou, Linda.
-Ele olha no fundo de seus olhos, nos detalhes de sua sobrancelha, em seus lábios...
Durante alguns segundos em silêncio, seus lábios se tocam em um beijo doce e apaixonado.
-E ele sempre beija de olhos abertos? - indagou Linda passando a língua em seus lábios ainda encostados com os de Alan.
-De olhos abertos sempre quando encontra uma garota tão linda, que não acredita em tanta beleza. Olhar nos seus olhos, acariciar os seus cabelos, sua pele.
Linda sorri como se ouvisse palavras mais confortantes de que sua cama quentinha em uma tarde de inverno.
Ficaram ali se beijando durante longos 10 minutos. Os 10 minutos mais gostosos em que ele se lembrava.
Se despediram apenas com o olhar. Linda caminhou até a porta do hotel e Alan, boquiaberto, observava ela partir. Linda parou na porta, virou-se para ele e sorriu. O último sorriso que ele veria dela. Ou não.
-Alan? Você não me conhece? Ela é a Charlene e eu sou Linda.
Linda. Ele sabia que era linda.
-Ah...Er... Oi! Mas qual o seu nome, linda?
Seu rosto ficou rubro.
-Não. Me chamo Linda.
-Desculpe. Não achei que...
-Alguem teria esse nome?
-Isso..
-Ah. Normal.
Realmente o nome dizia tudo relacionado a moça. Simples e simpática, era assim que conquistou o garoto.
Os dias passavam voando. Apenas um "oi" era o suficiente para deixá-lo feliz por pelo menos duas horas.
Conversavam bastante no almoço, ele, as duas e seu amigo, Leonardo. Alan prestava atenção em cada palavra e olhares de Linda. Estava besta.
Infelizmente era o último dia delas na cidade. Não era um dia feliz. Será que iam voltar a se ver?
-O que você acha do Leo e a Charlene?- perguntou Alan.
-Ah. Num sei. Acho que rola alguma coisa, sim. Mas ela não é disso.
-Disso o que?
-De ficar só por ficar. Mas acho que ela está afim dele.
-Entendi. E você?
-Eu o que?
-Você fica, só por ficar?
Não era a intenção de Alan. Mas como poderia ser diferente, ali, na última noite?
-Também não. Mas me arrependo as vezes. - disse, baixinho, Linda.
-Entendi. Mas você acha que se o garoto agarrar, ela beija?
-Acho que sim. Acho que é o que ela espera.
-Mas pode acontecer duas coisas...
-Ou ele toma um tapa na cara, ou ela gosta.- completou, Linda.
-Exatamente!
-Mas se o Leo agarrar ela beija.
-Você estava falando deles?
Linda balançou a cabeça em um gesto afirmativo, mas não conseguiu esconder um tímido sorriso. Alan continuou enquanto caminhavam pela calçada.
-Mas as vezes o homem não sabe se ela quer por ela não dar uma entrada.
-Mas precisa?
Essa hora nenhum dos dois sabiam de quem estavam falando. Pararam em frente ao hotel. Olho no olho se observavam.
-Dê uma dica para suas amigas. - Alan se aproximou de Linda. -Se elas por acaso encontrarem um garoto assim, faça o segunte.
Linda sorria. Prestava atenção em cada gesto e palavras de Alan.
-Se ele estiver afim, ele irá ficar mais perto. -Alan deu um passo em direção a moça.
-E ela, o que tem que fazer?
-Ela pode fazer duas coisas: se não estiver afim, para não ficar chato, ela pode cruzar os braços, suspirar fundo e dizer que está com frio e que daria tudo para ficar debaixo das cobertas.
Linda cruzou os braços. Ambos sorriram. E disfarçaram.
-Mas se ela estiver afim, ela pode se espreguiçar abrindo os braços como se fosse esperar um abraço e dar um passo pra frente, perguntando se era só ela que estava com frio, completando a frase "devia ter trazido minha blusa!" ,aguardando o próximo passo do rapaz. -finalizou Alan.
Linda mantinha os braços cruzados olhando fixamente para os olhos do rapaz. Mesmo assim sorrindo.
-Você acha que ele vai entender? -disse Linda.
-Com certeza.
Alan deu um passo pra trás e abaixou a cabeça achando que ela não tinha entendido. Linda sorriu ainda mais e disse em tom de que estava se divertindo:
-Ai que friozinho bom. Você não está com frio? -falou abrindo os braços como se espreguiçasse e dando um passo pra frente.
Alan não disse nada. Olhou em seus olhos, tomou-a pela cintura e puxou o corpo de Linda para junto ao seu. Seus rostos estavam colado.
-Depois de agarrar o que ele faz?- sussurrou, Linda.
-Ele olha no fundo de seus olhos, nos detalhes de sua sobrancelha, em seus lábios...
Durante alguns segundos em silêncio, seus lábios se tocam em um beijo doce e apaixonado.
-E ele sempre beija de olhos abertos? - indagou Linda passando a língua em seus lábios ainda encostados com os de Alan.
-De olhos abertos sempre quando encontra uma garota tão linda, que não acredita em tanta beleza. Olhar nos seus olhos, acariciar os seus cabelos, sua pele.
Linda sorri como se ouvisse palavras mais confortantes de que sua cama quentinha em uma tarde de inverno.
Ficaram ali se beijando durante longos 10 minutos. Os 10 minutos mais gostosos em que ele se lembrava.
Se despediram apenas com o olhar. Linda caminhou até a porta do hotel e Alan, boquiaberto, observava ela partir. Linda parou na porta, virou-se para ele e sorriu. O último sorriso que ele veria dela. Ou não.
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