domingo, 1 de março de 2009

O Assassino

Matei! Matei e não me arrependo. Ele merecia! Toda noite vinha me encher
o saco. Maldito! Não foi a primeira vez que cometi um assassinato.
Lembro-me que quando cometi o primeiro, dormi melhor. Muitas pessoas
acham que matar, faz com que a pessoa fique com a alma suja. Não fiquei.
Já assassinei vários e me sentia bem a cada morte. Minhas mãos sempre
sujas de sangue nunca fizeram me sentir arrependido, pelo contrário,
sentia muito melhor, principalmente na hora de dormir. Vários deles me
perseguiram por diversas vezes e quando menos esperava, havia um em meu
pé! Nunca fui de fugir. Os encarava e assassinava sem nenhum tipo de
arma nem nada, usava apenas minhas mãos onde os esmagava e o defunto
era, muitas vezes, mutilado e jogado no vaso sanitário. Não sou
psicopata. Muitas pessoas não sabem o que é sentir perseguido e tenho
certeza que se já souberam, sentiram uma vontade de matar.
Esse último foi mais complicado.
Me revirava na cama, não conseguia dormir. Tinha que fazer! Levantei da
cama e fui atrás. Ao sentir minha presença ele correu. Era rápido e
grande. Devia estar por perto faz tempo, só esperando eu dormir. Corria
atrás, ele fugia. Quando achei que iria agarrá-lo, ele se esquivou. Não
iria desistir. Tinha que matá-lo senão ele não iria me deixar em paz.
Encurralei-o no canto. Não tinha escapatória. Era agora ou nunca. Ele
parou, olhei para ele e disse: "Adeus." Esmaguei ele contra a parede,
sujando minhas mãos. Finalmente mutilei em pedaços e joguei no vaso.
"Hoje dormirei em paz", pensei. Mais uma noite de assassinato, mas assim
dormirei em paz sem que ele me incomode.
Maldito pernilongo!!

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