sábado, 7 de fevereiro de 2009

Série Feiopapoha - Diário de infância


Olá! Meu nome é esse mesmo: Feipapoha. Minha mãe diz que não sabia qual nome me dar, até ouvir a opinião do médico que me tirou de dentro dela. Ela diz que perguntou: "Dotô, é um menino saudável?" e ele disse: "É minha senhora mas é 'feipapoha'!". Ela ficou admirada com a criatividade do médico.
Infelizmente não fiquei no berçário com outras crianças, pois minha mãe dizia que eu era tão belo, que os outros bebês não paravam de chorar ao me ver. Até as enfermeiras não olhavam para mim. Era um príncipe.
Mas o tempo foi passando. Entrei no colégio. No primeiro dia de aula a professora, Gertudes se não me engano, deu um grito na sala de aula quando falou meu nome na chamada. Lembro-me dela derrubando livros e caindo no chão. Mas nada muito grave comparado ao ataque cardíaco da dona Lurdes, diretora do colégio, ao me ver entrando na sala dela. Comecei a pensar que eu não era tão bonito assim.
Ainda pequeno, em um safari com meu pai, assustei uma onça pintada e matei um búfalo apenas com um grito. Mas o efeito foi retardado, pois ele morreu somente quando se virou para me olhar. Estranho esse tal búfalo.
Fui crescendo na mesma proporção em que quebrava espelhos. Minha mãe não me deixava ir no setor de cristais no supermercado, pois teve que vender o sofá e a tv da sala pelo prejuízo que dei. Época negra aquela.

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